Jornalista Luís Gustavo Rocha lança “O Eleitor de 2026”, primeiro conteúdo do Anatomia do Caos, projeto que cruza experiência em campanhas e governos com formações em jornalismo, cinema e psicologia
A campanha eleitoral mal começou e uma impressão já circula entre quem acompanha a política de perto: 2026 parece diferente. Não apenas pelos candidatos ou pelo ambiente das redes sociais, mas pela dificuldade de entender o que realmente mobiliza o eleitor e até que ponto o debate mais visível corresponde ao que acontece fora das bolhas políticas.
O jornalista Luís Gustavo Rocha parte dessa mudança para lançar a superaula “O Eleitor de 2026”, primeiro conteúdo do projeto Anatomia do Caos. A proposta é analisar como esse eleitor se comporta em uma disputa que já dá sinais de não repetir as dinâmicas vistas em 2018 e 2022.
Luís Gustavo chega ao tema depois de quase 20 anos de atuação em redações, campanhas eleitorais, governos e no Congresso Nacional. A experiência se soma às formações em jornalismo, cinema e psicologia, usadas para observar comportamento, construção de imagem, narrativa e comunicação política por ângulos diferentes.
Um dos alertas da superaula está na distância entre o ambiente digital e o eleitorado real.
Quem trabalha com política convive diariamente com pesquisas, grupos de WhatsApp, cortes de vídeos, influenciadores, comentários e reações nas redes. O risco aparece quando esse universo passa a ser tratado como uma amostra fiel da sociedade.
Uma parcela pequena, mas muito engajada, pode produzir boa parte do barulho político na internet. Isso cria a sensação de que determinados temas, opiniões ou níveis de polarização têm um peso maior do que realmente possuem fora das redes.
Para uma campanha, a consequência pode ser prática: superdimensionar uma crise, insistir em um assunto que mobiliza apenas os já convencidos ou adotar uma linguagem que funciona dentro da própria bolha, mas pouco conversa com quem ainda está formando opinião.
Um eleitor que já viveu 2018 e 2022
A eleição deste ano também chega depois de duas disputas muito particulares.
Em 2018, Jair Bolsonaro ainda representava uma novidade no cenário nacional. Quatro anos depois, o país foi às urnas sob os efeitos da pandemia e diante do confronto direto entre Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
O eleitor de 2026 já conhece melhor os dois campos que dominaram a política nacional nos últimos anos. Ao mesmo tempo, recebe informação por mais canais, em formatos mais rápidos e num ambiente em que crises e narrativas ganham escala em poucas horas.
Vídeos curtos, influenciadores, grupos privados, algoritmos e inteligência artificial passaram a interferir com mais força na circulação das mensagens políticas e na construção da imagem pública.
O Anatomia do Caos foi criado para organizar esse conjunto de mudanças e transformá-lo em análise.
“Em vez de oferecer fórmulas prontas para controlar um ambiente cada vez mais imprevisível, a proposta é separar suas partes, reconhecer as forças em movimento e transformar o caos em decisões mais conscientes”, explica Luís Gustavo.
Com cerca de uma hora de duração, “O Eleitor de 2026” é voltada a candidatos, assessores, consultores políticos, estrategistas, jornalistas e profissionais de marketing e comunicação.
A superaula abre uma sequência de conteúdos sobre comportamento, imagem pública, narrativas, tecnologia e crises. O primeiro tema escolhido foi o eleitor porque qualquer estratégia perde força quando parte de uma leitura errada de quem está do outro lado da mensagem.
Luís Gustavo Rocha lança projeto que une jornalismo, cinema e psicologia para analisar o eleitor de 2026
Com quase 20 anos de atuação em redações, campanhas, governos e no Congresso Nacional, jornalista estreia o Anatomia do Caos com uma superaula sobre comportamento eleitoral
Depois de quase 20 anos trabalhando entre redações, campanhas eleitorais, governos e o Congresso Nacional, o jornalista Luís Gustavo Rocha decidiu reunir experiências que, até aqui, corriam em paralelo.
O resultado é o Anatomia do Caos, projeto que cruza a prática da comunicação política com suas formações em jornalismo, cinema e psicologia para analisar comportamento, imagem, narrativa, tecnologia e os novos desafios enfrentados por quem trabalha com política.
A estreia acontece com a superaula “O Eleitor de 2026”, voltada a candidatos, assessores, estrategistas, consultores, jornalistas e profissionais da comunicação.
A escolha do tema acompanha uma percepção que já começou a aparecer nos primeiros dias da campanha: a eleição deste ano tem características diferentes das disputas de 2018 e 2022 e exige uma leitura menos automática sobre quem está do outro lado da mensagem.
Luís Gustavo construiu a carreira passando por redações de televisão, rádio, impresso e digital. Também atuou em assessorias de comunicação, campanhas eleitorais, governos e no Congresso Nacional, além de ter publicado livros e recebido premiação na área.
As formações fora do jornalismo passaram a ampliar esse repertório.
O cinema entra na análise da imagem, do enquadramento e da construção de narrativas. A psicologia ajuda a observar comportamento, percepção e tomada de decisão. O jornalismo, por sua vez, funciona como base para a leitura do ambiente público, da informação e da relação entre política e sociedade.
Do bastidor para a análise
Na primeira superaula, Luís Gustavo discute um problema comum em campanhas: tratar o ambiente das redes sociais como se ele representasse, sozinho, o eleitorado.
Quem trabalha diariamente com política costuma acompanhar pesquisas, cortes de vídeos, grupos de WhatsApp, influenciadores, comentários e reações em tempo real. Esse excesso de informação pode produzir uma leitura distorcida do que realmente importa para a maioria dos eleitores.
Uma parcela menor, mas muito engajada, consegue gerar grande parte do barulho político na internet. A consequência é que determinados temas, conflitos ou níveis de polarização podem parecer maiores do que são fora das redes.
A superaula também compara o eleitor de 2026 com o de eleições anteriores.
Em 2018, Jair Bolsonaro ainda representava uma novidade no cenário nacional. Em 2022, o país foi às urnas depois da pandemia e diante do confronto direto entre Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
Agora, o eleitor chega a uma nova disputa depois de já ter convivido com os dois principais campos políticos dos últimos anos e inserido em um ambiente de comunicação ainda mais fragmentado.
Foi essa mudança que levou Luís Gustavo a estruturar o Anatomia do Caos.
“Em vez de oferecer fórmulas prontas para controlar um ambiente cada vez mais imprevisível, a proposta é separar suas partes, reconhecer as forças em movimento e transformar o caos em decisões mais conscientes”, explica.
Com cerca de uma hora de conteúdo, “O Eleitor de 2026” inaugura uma série que deve avançar sobre construção de imagem pública, crises, tecnologia, comportamento e comunicação política.
Para Luís Gustavo, a discussão começa pelo eleitor porque entender quem está do outro lado ainda é a base de qualquer estratégia. O que mudou foi a dificuldade de fazer essa leitura em um ambiente cada vez mais rápido, fragmentado e barulhento.
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Instagram de Luís Gustavo Rocha: @luisgustavorocha
YouTube: @odeiopolitica