Na tarde de segunda-feira, o preço do Brent estava em US$ 90,60 por barril, uma queda de mais de 6% no dia.
Susannah Streeter, estrategista-chefe de investimentos do Wealth Club, disse que os mercados permanecem “cautelosos dadas as reviravoltas durante este conflito”.
Apesar da queda acentuada do petróleo, “ainda há uma incerteza significativa associada a estes preços e uma reticência sobre se as negociações levarão a um avanço duradouro”, acrescentou ela.
O conflito entre os EUA e o Irão – e o seu impacto no petróleo – fez subir o custo dos combustíveis, como a gasolina e o gasóleo, em muitos países.
Isto tem muitas vezes repercussões sobre outros preços, como os dos produtos alimentares, uma vez que as empresas transferem para os clientes os custos mais elevados que enfrentam, o que pode fazer subir a taxa de inflação.
Uma inflação mais elevada aumenta a possibilidade de os bancos centrais aumentarem as taxas de juro numa tentativa de manter os aumentos de preços sob controlo.
Em Junho, o Banco Central Europeu optou por aumentar a sua taxa de juro directora para a zona euro pela primeira vez em quase três anos, observando que o conflito estava a “gerar pressões inflacionistas”.
Antes do início da guerra no Irão, havia expectativas de que o Banco de Inglaterra reduziria as taxas este ano.
Contudo, não são esperados quaisquer cortes e os mercados financeiros prevêem actualmente uma subida das taxas no final do ano.
O Banco de Inglaterra realiza esta semana a sua última reunião de fixação de taxas de juro, altura em que se espera manter a sua taxa básica inalterada em 3,75%.
Fonte ==> BCCNews