O mal da IA no trabalho, o que são brain skills e como negociar limites na nova edição da Você S/A!

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Os investimentos para trazer a IA para dentro do escritório foram bilionários – US$ 40 bilhões, mais exatamente. A adesão também subiu, com 79% dos colaboradores dizendo que suas organizações utilizam algum tipo de IA generativa em pelo menos uma função do negócio.

Contudo, a grande maioria das organizações ainda não viu nenhum resultado financeiro significativo que justificasse o hype. Bilhões de dólares, aumento de uso, tanta empolgação e pouquíssimo retorno. As big techs prometeram que a IA seria uma revolução, mas a maioria das empresas ainda não viu ela acontecer. Por que?

A maioria delas não sabe realmente como a IA pode ajudar no escritório. Achando que a mera presença dela ​garante resultados, as organizações legitimam um uso porco e prejudicial da IA. O resultado desse descaso é uma gororoba intragável: o workslop.

Na matéria de capa da nova edição da Você S/A, nosso repórter Leo Caparroz mostra como a IA pode estar sabotando a produtividade nas empresas, minando a confiança entre colaboradores e dando mais prejuízo do que apoio. O texto explica o conceito do workslop (“conteúdo gerado por IA que se disfarça de um bom trabalho, mas carece da substância necessária para avançar uma tarefa de forma significativa”), porque ele surge e como as empresas podem rever suas estratégias para minimizar os danos.

(Colagens: Brenna Oriá (Imagens: Getty Images)/Você S/A)
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Capital cerebral: o recurso mais importante para o futuro do trabalho

Pensamento crítico, criatividade, inteligência emocional, flexibilidade, capacidade de resolver novos problemas e de se adaptar. Essas são as habilidades mais importantes para o futuro do trabalho. De tão importantes, elas já receberam um rótulo especial: “habilidades cerebrais”, porque envolvem fortemente funções cognitivas, emocionais e adaptativas de ordem superior. Elas permitem que você mantenha a calma em situações estressantes, encontre uma saída inovadora para um velho problema e construa relacionamentos significativos, no escritório e fora dele. Fazem de você um profissional mais competente e uma pessoa mais desenrolada.

Até 2030, 60% dos profissionais vão precisar se requalificar buscando alguma dessas habilidades. Para as empresas, ir atrás de gente com essas skills deve ser a prioridade na contratação – já que delas depende a produtividade dessas organizações. Nossa repórter Luisa Costa te explica de onde nasceu esse conceito e te conta como se preparar e adquirir hoje as habilidades do futuro. Você pode ler a matéria completa clicando nesse link.

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(Colagens: Brenna Oriá (Imagens: Getty Images)/VOCÊ S/A)

Como negociar limites (sem culpa)

“Você responde a uma mensagem da empresa num domingo pensando ‘tudo bem, é só hoje’. Aceita mais uma reunião em que sua participação não faz muito sentido porque ‘vai ser rápida’. Assume uma entrega extra já que ‘ninguém mais pode’. Quando percebe, seu dia já não cabe dentro das 24 horas, e a sensação é de que o problema é você. Então vai aqui uma revelação que pode ser transformadora: não, o problema é outro. A sua parte nele é aceitar tudo que cai no seu colo.”

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Em 2025, 530 mil profissionais foram afastados por transtornos mentais, o maior número da série histórica. Ansiedade, estresse, depressão e burnout aterrorizam o escritório. A principal causa é o excesso de trabalho e a pressão constante. A sobrecarga não chega do dia para a noite, ela é acumulada de pouco em pouco, conforme um colaborador cede seus limites pessoais para a empresa.

Para se manter com a saúde mental em dia, é necessário negociar limites. Nessa matéria, nosso editor-chefe, Alexandre Carvalho, explica porque temos tanta dificulta em dizer “não” para uma demanda de trabalho e ensina a estabelecer limites sem queimar seu filme. O texto completo está disponível aqui.

Cerâmica com padronagem azul e técnica Kintsugi em seu exterior.
(Marco Montalti/Getty Images)

Você não é perfeito. Como ser feliz mesmo assim

Por mais clichê que seja, o kintsugi é uma imagem poderosa. A técnica japonesa de restauração de cerâmicas usa cola misturada com pó de ouro para tentar disfarçar as falhas de uma peça quebrada. O objetivo é deixar as emendas expostas, valorizá-las e revelar uma beleza nova e única. Todos nós temos defeitos e imperfeições; e, mesmo assim, podemos ser belos e completos – não escondendo essas falhas, mas valorizando-as. Do mesmo jeito, uma peça restaurada com o kintsugi mostra as suas imperfeições “não como uma falha,
mas como uma condição de tudo que está vivo”.

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Ninguém É Perfeito, escrito pelo professor e terapeuta Luís Mauro Sá Martino, é, nas palavras do autor, “uma celebração das emendas” que mostram nossa humanidade – tanto que um pote remendado com kintsugi está na capa do livro.

“Diante da tirania da perfeição, foi escrito para lembrar que a vida normal é imperfeita. Se fosse perfeita, não seria vida humana, mas estátuas frias de mármore em uma exposição. Saber que a vida perfeita não existe é o caminho para encontrar a vida possível”, escreve.

A ideia de que existe uma vida perfeita já contaminou muito a nossa relação com a felicidade. Luís Mauro quer te mostrar como, parando de se apaixonar por ilusões, você pode amar a realidade.

Nesse link, você confere um capítulo da obra, separado por nós da Você S/A. Boa leitura!

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As habilidades em alta no mercado de trabalho em 2026, segundo o LinkedIn



Fonte ==> Você SA

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