Morre Tiago Pitthan, que organizou velório em vida – 06/07/2026 – Equilíbrio

Homem de barba e óculos usa chapéu branco e camisa colorida com estampas diversas, com os braços abertos em gesto amplo. Ele está em ambiente interno com iluminação roxa e vermelha no teto metálico.

Morreu neste domingo (5) em Campo Grande o advogado Tiago Pitthan, 46, que tinha câncer no estômago.

Em foto publicada por volta das 20h nos stories do Instagram, o advogado e turismólogo aparece em uma cama de hospital, com mensagem em que dizia que a equipe médica havia pedido para chamar sua família. “A vida vale a pena!”, escreveu.

Cerca de uma hora depois, postou um vídeo. “Só para falar para vocês não se preocuparem. Estou bem, estou em paz, estou feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa. E é isso. Eu venci. Eu venci, porque eu venci todos os dias. A vida valeu. Um beijo do Bom Sujeito”, disse Pitthan.

No dia 30 de maio, Pitthan organizou o que chamou de “velório em vida”, uma festa de despedida com roda de samba e show de rock. O evento, que havia sido planejado para poucos convidados, cresceu após repercussão nas redes sociais e reuniu centenas de pessoas em Campo Grande.

Pitthan morreu no hospital Cassems. De acordo com informações do perfil Bom Sujeito no Instagram, o velório será realizado nesta segunda (6), a partir das 10h, no Memorial Park —rua Francisco dos Anjos, 442, bairro Universitário, em Campo Grande.

O advogado recebeu o diagnóstico de câncer de estômago no início de 2024, mas os primeiros sintomas apareceram no fim de 2023, durante uma comemoração de Ano-Novo com amigos. Passou a não conseguir comer normalmente, sentia saciedade logo nas primeiras mordidas e vomitava após as refeições.

A doença se espalhou para outros órgãos, como intestino e pulmão. Sem cura para a doença, Pitthan recentemente fazia tratamento paliativo com quimioterapia, acompanhamento gastroenterológico e medicamentos para controle dos sintomas, com foco em qualidade de vida.

No “velório” que organizou em maio, ele subiu ao palco para um discurso. Entre agradecimentos e reflexões sobre o diagnóstico, insistiu em uma ideia repetida ao longo do encontro, de que o velório não era sobre a morte, mas sobre a vida.

“Sou um cara privilegiado, tenho afeto, tenho carinho. E quando eu morrer, quero que vocês entendam que eu venci o câncer. Venço todos os dias quando acordo e decido que hoje vai ser um dia bom”, afirmou na ocasião.



Folha SP

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