Trabalhadores deixam de receber auxílio-acidente por desconhecerem um direito previsto em lei

Maluf Advogados

Especialistas da Maluf Advogados Associados alertam que milhares de segurados do INSS convivem com sequelas permanentes após acidentes, mas nunca solicitam o benefício indenizatório por falta de informação ou erros na documentação apresentada

Muitos trabalhadores acreditam que, ao receber alta médica e retornar às atividades profissionais, encerram definitivamente sua relação com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na prática, porém, uma parcela desses segurados continua convivendo com sequelas permanentes ainda que mínimas, que reduzem sua capacidade para o trabalho e, justamente por isso, pode ter direito ao auxílio-acidente, benefício de natureza indenizatória previsto na legislação previdenciária.

O auxílio-acidente é destinado ao segurado que sofreu um acidente de qualquer natureza e permaneceu com sequelas definitivas que diminuam sua capacidade laboral habitual. Diferentemente do auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), o benefício pode ser recebido mesmo após o retorno ao trabalho, funcionando como uma compensação financeira pela redução permanente da capacidade de exercer suas atividades.

Apesar disso, o desconhecimento sobre o benefício ainda faz com que muitos brasileiros deixem de exercer esse direito. Segundo a equipe da Maluf Advogados Associados, um dos principais equívocos é acreditar que apenas acidentes ocorridos dentro do ambiente de trabalho dão direito ao benefício.

“O auxílio-acidente não está restrito aos acidentes de trabalho. O que realmente importa é que o segurado apresente uma sequela permanente que reduza sua capacidade para exercer a atividade que desempenhava anteriormente. Muitas pessoas simplesmente desconhecem essa possibilidade e acabam abrindo mão de um direito previsto em lei”, explica a equipe técnica da Maluf Advogados Associados.

De acordo com o próprio INSS, o benefício é destinado aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e segurados especiais que sofreram acidente e ficaram com redução definitiva da capacidade para o trabalho, conforme critérios legais.

O laudo médico costuma definir o sucesso do pedido

Embora muitas pessoas concentrem seus esforços apenas em reunir exames e atestados, especialistas explicam que a qualidade da documentação médica é determinante para a análise do benefício.

Não basta comprovar que houve um acidente. É necessário demonstrar que a lesão foi consolidada, deixou sequelas permanentes ainda que mínimas e que essas limitações continuam interferindo na atividade profissional desempenhada pelo trabalhador.

“O erro mais comum é apresentar documentos que comprovam apenas a doença ou o acidente, sem demonstrar objetivamente a sequela permanente e o impacto funcional que ela gera na rotina profissional. A perícia precisa visualizar essa redução de capacidade de forma técnica”, destaca a Maluf Advogados Associados.

Entre os documentos normalmente utilizados estão laudos médicos detalhados, exames de imagem, relatórios de acompanhamento, prontuários, carteira de trabalho, documentos pessoais e, quando houver acidente de trabalho, a CAT.

Benefício pode ser recebido junto com o salário

Outro ponto que costuma gerar dúvidas é a possibilidade de continuar trabalhando. Ao contrário do que muitos imaginam, o auxílio-acidente possui natureza indenizatória. Isso significa que o segurado pode permanecer exercendo suas atividades profissionais enquanto recebe o benefício, desde que preenchidos os requisitos legais. O valor corresponde, em regra, a 50% do salário de benefício utilizado no cálculo previdenciário.

Pedido pode ser feito pela internet, mas exige atenção

O requerimento pode ser iniciado pelos canais oficiais do INSS, inclusive pelo Meu INSS ou telefone 135. “O processo administrativo parece simples, mas cada informação apresentada influencia diretamente a avaliação pericial. Um documento incompleto ou um laudo pouco detalhado pode comprometer o reconhecimento do direito, mesmo quando o trabalhador efetivamente possui sequelas permanentes ainda que mínimas”, ressalta a Maluf Advogados Associados.

Informação pode evitar prejuízo financeiro ao trabalhador

Especialistas destacam que o auxílio-acidente possui importante função social, especialmente para trabalhadores que retornam às atividades com limitações permanentes. “Muitas pessoas acreditam que, porque conseguiram voltar ao trabalho, perderam automaticamente qualquer direito perante o INSS. Na realidade, a legislação prevê justamente uma indenização para compensar essa perda permanente da capacidade laboral. O primeiro passo é buscar informação de qualidade e avaliar tecnicamente cada caso”, conclui a equipe da Maluf Advogados Associados.

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