Em noite de gala na Suíça, Billy & Bugga anuncia nova sociedade formada por três empresárias brasileiras

Empresárias durante o EWI Global Awards 2026, realizado na Suíça

Durante o EWI Global Awards, realizado no histórico Château de Chillon, em Montreux, Juliana Hassler, Natália Mondelli e Anna Maoli oficializaram uma nova fase da marca suíça de chocolates artesanais.

Um castelo com quase oito séculos de história, às margens do Lago de Genebra, foi o cenário escolhido para celebrar trajetórias que atravessaram fronteiras — e também para anunciar o início de uma nova história empresarial.

No último sábado, 5 de setembro, o Château de Chillon, na região de Montreux, na Suíça, recebeu o EWI Global Awards 2026, reunindo empresários e personalidades em uma noite dedicada ao reconhecimento de brasileiros que vêm construindo histórias de impacto dentro e fora do país.

Idealizado por Natália Mondelli, o evento carrega justamente a internacionalização como uma de suas principais narrativas. Em texto publicado antes da premiação, a empresária resumiu esse espírito em uma frase: “Nós não nascemos pra caber em fronteiras. Nosso palco é o mundo, nossa língua é a coragem e a nossa bandeira é o movimento.”

Mas a edição deste ano também se tornou palco de um anúncio empresarial: a nova composição societária da Billy & Bugga Art Chocolates, que passa a reunir sua fundadora e chocolatier, Juliana Hassler, e as empresárias Natália Mondelli e Anna Maoli.



Uma história brasileira construída na Suíça

Antes da chegada das novas sócias, existe uma história que começou pelas mãos de Juliana Hassler.

Brasileira e radicada há mais de uma década na região de St. Gallen, na Suíça, Hassler transformou sua paixão pelo chocolate em profissão e negócio. Fundadora e chocolatier da Billy & Bugga, ela buscou aperfeiçoamento na Chocolate Academy Zurich, aprofundando sua formação técnica e artística no universo do chocolate.

A identidade da marca nasceu justamente desse encontro entre técnica suíça e uma personalidade que a própria fundadora define como brasileira, colorida, artística e tropical.

Em 2020, esse trabalho conquistou reconhecimento internacional: Hassler recebeu uma medalha de bronze no International Chocolate Awards para a região DACH, que compreende Alemanha, Áustria e Suíça.

A trajetória ajuda a explicar por que a Billy & Bugga foi construída para ocupar um território que ultrapassa o chocolate como produto. Cores, arte, sabores e apresentação fazem parte da experiência proposta pela marca.

Agora, essa história entra em uma nova fase

Três mulheres, três trajetórias e uma nova visão de negócio. Com a entrada de Natália Mondelli e Anna Maoli na sociedade, a Billy & Bugga passa a reunir três trajetórias distintas e complementares.

De um lado, Juliana Hassler preserva a essência criativa, o conhecimento técnico e a história que deram origem à marca. De outro, a nova composição amplia o capital relacional e empresarial em torno do negócio e abre possibilidades para um novo ciclo de posicionamento e expansão.

Natália Mondelli tem sua trajetória ligada à construção de conexões entre empresários brasileiros e oportunidades internacionais, especialmente no mercado europeu. O próprio EWI Global Awards nasceu dentro dessa proposta de reconhecer brasileiros que ultrapassaram fronteiras e construíram relevância internacional.

Anna Maoli chega à sociedade trazendo uma trajetória construída entre empreendedorismo, comunicação, saúde e desenvolvimento humano, além de um movimento recente de internacionalização de seus negócios.

Maoli esteve na Suíça nos dias que antecederam o EWI Awards para conhecer pessoalmente a operação da Billy & Bugga e a história construída por Hassler.

Para ela, a decisão de investir ultrapassa uma análise puramente financeira.

“Eu acredito muito em negócios que têm identidade e alma. Quando conheci de perto a história da Juliana e tudo o que ela construiu na Suíça, percebi que não estávamos falando apenas de chocolate. Existe arte, experiência, afeto e uma história verdadeira por trás da marca. Entrar nessa sociedade significa somar forças para levar tudo isso para um próximo nível, sem perder a essência que tornou a Billy & Bugga especial”, afirma Anna Maoli.

Quando o chocolate deixa de ser apenas chocolate

A movimentação também acompanha uma transformação no mercado de produtos premium: cada vez mais, o valor de uma marca está relacionado não apenas àquilo que ela vende, mas ao universo que consegue construir ao redor do produto.

No segmento de chocolates artesanais, isso passa pela origem dos ingredientes, produção, design, experiência de consumo, presenteabilidade e pela história que acompanha cada criação.

É justamente nesse território que a Billy & Bugga pretende fortalecer sua atuação.

A nova sociedade nasce com o desafio de preservar a característica artesanal desenvolvida por Hassler enquanto amplia as possibilidades comerciais e estratégicas da empresa.

Para Maoli, existe ainda uma oportunidade de conectar a marca a experiências que dialogam com comportamento e bem-estar.

“O luxo está mudando. Hoje ele está muito mais ligado à experiência, à presença e àquilo que desperta uma memória ou uma emoção. Um chocolate artesanal pode carregar exatamente isso. Existe um campo enorme para transformar um produto extraordinário em experiências extraordinárias”, diz.

Do Brasil para a Europa

O anúncio ganhou ainda mais simbolismo por acontecer no Château de Chillon.

Ao apresentar a narrativa do EWI Global Awards, Mondelli utilizou justamente a história do castelo como metáfora para a capacidade de reinvenção dos brasileiros no exterior: “transformar crises em oportunidades, fronteiras em pontes e história em futuro”.

Em outro trecho, definiu a noite como a celebração “da travessia de um Brasil que ousa deixar a sua marca no coração da Europa”.

Na edição de 2026, a frase acabou ganhando também uma tradução empresarial.

Uma marca fundada por uma brasileira na Suíça passa a reunir três mulheres brasileiras em sua sociedade, combinando produto, criatividade, relacionamento e visão de negócios para construir seu próximo ciclo.

Em um mercado no qual internacionalização muitas vezes é tratada apenas como abertura de novos pontos de venda ou entrada em novos países, a movimentação aponta para outra lógica: internacionalizar também pode significar construir pontes entre competências, culturas, mercados e pessoas.

E talvez seja justamente essa a maior coincidência entre o anúncio da Billy & Bugga e o palco escolhido para realizá-lo.

O Château de Chillon atravessou séculos sem perder sua identidade.

A missão das três novas sócias, agora, será semelhante: fazer a Billy & Bugga crescer sem deixar para trás a essência que tornou sua história possível.


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