Dia do Livro: 4 livros gringos que queremos traduzidos para o português

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O dia do livro nos lembra que existem muitos (muitos) livros que a gente ainda não conhece. É muito difícil saber e acompanhar todos os lançamentos literários, então algumas obras podem ficar fora do seu radar. Por isso, fique de olho aqui na Você S/A que a gente te conta de vários livros que valem a sua leitura!

Mesmo assim, títulos incríveis podem, por exemplo, escapar do seu olhar por ainda não terem uma versão brasileira. Os maiores hits do exterior podem demorar para chegar aqui traduzidos. Pensando nisso, separamos quatro obras famosas lá na gringa que estamos esperando versões no bom e velho português brasileiro. Atenção, editoras: talvez aqui esteja o seu próximo bestseller.

 

Empire of AI, de Karen Hao

Sete anos de experiência cobrindo inteligência artificial culminaram no livro Império da IA: Sonhos e Pesadelos na OpenAI de Sam Altman. A autora, jornalista investigativa e especialista em IA, teve acesso privilegiado ao mundo da OpenAI desde os primórdios da empresa – a obra é baseada em cerca de 260 entrevistados e um arquivo extenso de correspondências e documentos relevantes. Seu livro é um relato revelador daquela que é possivelmente a corrida tecnológica mais decisiva da história, a partir da perspectiva da empresa que está impulsionando esse frenesi.

Fundada como uma organização sem fins lucrativos onde a segurança era a missão principal, a organização foi concebida, segundo seu líder Sam Altman, para servir de contrapeso a forças puramente mercantis e potencialmente perigosas. O tempo passou e a missão da OpenAI de ser “o bom pastor” na busca pela inteligência artificial geral parece ter ficado só na conversa – em algum momento, eles não eram mais os mocinhos da história.

Hao apresenta um panorama completo da IA ​e seu impacto, e faz uma análise incisiva do rumo que a indústria está tomando. A visão em primeira mão desvenda os segredos da indústria que define nossa era e se consolida como leitura obrigatória para entender esse novo mundo.

Império da IA foi um dos grandes destaques da literatura de não ficção no ano passado. O livro foi muito elogiado pela imprensa americana, recebeu vários prêmios e foi nomeado como um dos melhores livros de 2025 pelo The New York TimeThe EconomistScientific American entre outros. Ele é publicado pela Penguin Books.

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PS: O site oficial da autora já fala que uma edição em português do Brasil está à caminho. Aguardamos ansiosos.

(Arte (Imagem: Amazon)/VOCÊ S/A)

The Corporation in the Twenty-First Century, de John Kay

O trabalho na época de Adam Smith, de Karl Marx e dos economistas do passado era muito simples: os patrões controlavam as fábricas e os operários trabalhavam. Seja em moinhos, grandes fazendas, linhas de montagem automotiva ou indústrias petroquímicas, o lógica pouco mudava.

Mas a ideia de que ser dono de máquinas ou fábricas define o poder econômico ficou no passado. Hoje, o conceito de “propriedade dos meios de produção” é redundante, pois o trabalhador é o próprio meio de produção — e ele leva esse ativo para casa ao fim do expediente. O capital virou um serviço terceirizado, fornecido por especialistas que pouco apitam na estratégia do cliente. Da mesma forma, a riqueza dos executivos modernos não é a origem do seu poder, mas sim a consequência direta da autoridade que exercem.

Em seu livro A Corporação do Século Vinte e Um: Por Que (Quase) Tudo Que Nos Dizem Sobre Negócios Está Errado, o economista John Kay redefine a visão de sucesso comercial e a natureza das empresas. Segundo ele, as corporações modernas romperam com o modelo industrial tradicional: elas não controlam mais seus próprios setores, e seus bens e serviços mais desejados não estão mais empilhados em navios cargueiros.

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O livro surge em um momento de transição profunda no capitalismo, impactado por mudanças na governança, tecnologia e mercados financeiros. O objetivo é tanto atualizar a visão acadêmica e prática sobre a essência das empresas quanto desmistificar dogmas econômicos que já não explicam a realidade, mas persistem.

The Corporation in the Twenty-First Century foi um dos livros citados na lista de melhores livros do ano do Financial Times e do The Economist. Seu autor, John Kay, é um dos economistas mais importantes do Reino Unido. Lá fora, o livro é publicado pela Profile Books.

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The Death Of Truth, de Steven Brill

Pessoas abraçam teorias da conspiração, ridicularizam especialistas e ignoram evidências. Nada disso aconteceu por acaso. A obra de Steven Brill tem um subtítulo longuíssimo, mas que evidencia essa intencionalidade: Como as redes sociais e a internet deram aos charlatões e demagogos as armas de que precisavam para destruir a confiança e polarizar o mundo – e o que podemos fazer. O livro explora como a desinformação e as teorias da conspiração, disseminadas pelas redes sociais, destroem a confiança nos fatos e verdades compartilhadas que mantém a democracia unida.

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O autor nos leva aos bastidores das decisões tomadas por executivos do Vale do Silício para programar os algoritmos embutidos em suas plataformas de mídia social, visando maximizar os lucros por meio da disseminação de conteúdo divisivo. Ele desvenda a engenhosa criação de sistemas automatizados de compra de anúncios que recompensam conteúdos de clickbait e penalizam veículos de notícias confiáveis, e descreve como o uso dessas plataformas de desinformação financiadas por anúncios de políticos, charlatães e teóricos da conspiração engana cidadãos comuns. Ele documenta como os adversários mais poderosos dos Estados Unidos usaram mídias sociais e ferramentas de publicidade americanas contra eles mesmos por meio de campanhas massivas de desinformação — e como, com o desenvolvimento da inteligência artificial generativa, tudo pode piorar exponencialmente. Os riscos são altos para todos nós, inclusive para o próprio Brill, cuja empresa, ao expor operações de desinformação russas, fez dele e sua família alvos.

Fundamentalmente, Brill apresenta uma série de recomendações provocativas, porém realistas, sobre o que podemos fazer agora para reverter o rumo das coisas. O livro é publicado pela editora Knopf .

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Bullshit Jobs, de David Graeber

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Os ocupantes de empregos de merda, escreve ele, podem incluir “cumpridores de tarefas”, “lacaios”, “capangas” e “chefes de tarefas”. Funções que são comuns em áreas como finanças, administração, direito, marketing e recursos humanos. O livro foi traduzido para vários idiomas e, embora tenha sido alvo de vários críticas, ele fala de um tópico muito importante.

O conceito pegou, e passou a ser peça fundamental para explicar porquê as pessoas são infelizes no trabalho: exercendo funções inúteis e sem sentido, elas se sentiriam desmotivada. Quando o profissional não enxerga impacto real no que faz, bate a crise de significado.

Oito anos depois e o livro ainda não tem uma tradução para o português. Mesmo assim, ele é citado o tempo todo por profissionais de carreira e veículos de comunicação – incluindo a Você S/A! Nos EUA, ele é publicado pela Simon & Schuster.

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Fonte ==> Você SA

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