Prime Experience no WTC São Paulo aponta novo paradigma em vendas: performance integrada e propósito estratégico

Drª Fabiana Marques, Dani Martins, Anna Maoli e Natália Titos durante a Prime Experience no WTC São Paulo.

Nos dias 11 e 12 de Fevereiro, o WTC São Paulo recebeu a Prime Experience, imersão empresarial que reuniu líderes e empresários em torno de um tema central: como sustentar crescimento exponencial em um mercado cada vez mais pressionado por volatilidade, competitividade e esgotamento mental.

O evento apresentou o Método PRIME — As 5 Inteligências em Vendas, framework que integra inteligência comportamental, emocional, técnica, estratégica e espiritual como base para resultados sustentáveis.

A proposta dialoga diretamente com uma mudança estrutural no perfil da liderança contemporânea.

O cenário: alta performance sob risco

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que transtornos relacionados ao estresse e burnout custam globalmente mais de US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade. No Brasil, segundo a International Stress Management Association (ISMA-BR), cerca de 30% dos trabalhadores sofrem com a síndrome de burnout — um dos índices mais altos do mundo.

No ambiente empresarial, isso se traduz em decisões impulsivas, rotatividade elevada, queda de engajamento e baixa consistência estratégica.

Além disso, pesquisas da Gallup indicam que equipes altamente engajadas apresentam 23% mais lucratividade e 18% mais produtividade. O fator determinante? Liderança consciente e alinhamento de propósito.

É nesse ponto que o debate da Prime Experience ganha relevância.

A pirâmide das cinco inteligências

O Método PRIME propõe uma estrutura em pirâmide:

  1. Inteligência Comportamental – leitura de perfis, influência e tomada de decisão.
  2. Inteligência Emocional – regulação interna sob pressão.
  3. Inteligência Técnica – domínio de processos e execução.
  4. Inteligência Estratégica – visão de longo prazo e posicionamento de mercado.
  5. Inteligência Espiritual – alinhamento entre propósito, valores e crescimento.

O modelo parte do princípio de que vendas e liderança não são apenas competências técnicas, mas fenômenos humanos complexos que exigem integração cognitiva, emocional e estratégica.

Crescimento com previsibilidade

Durante a imersão, foram abordados temas como:

  • Mapeamento de alavancas de crescimento
  • Planejamento tático estruturado
  • Psicologia da decisão
  • Arquitetura de influência
  • Modelos de escala comercial

A liderança do evento ficou a cargo de Dani Martins, CEO da Sales Prime, fundadora do Prosperus Club e reconhecida como uma das principais autoridades em vendas do país. Ao seu lado, Cláudio Rosa, especialista em comportamento humano com mais de três décadas de experiência.

A construção metodológica une prática de mercado, comportamento humano e estratégia de expansão.

Propósito como vantagem competitiva

Se as inteligências técnica e estratégica já são amplamente debatidas no meio corporativo, a inclusão da dimensão espiritual chama atenção.

Não sob um viés religioso, mas como alinhamento entre identidade, valores e decisões estratégicas.

Para Anna Maoli, treinadora frequencial e pesquisadora da integração entre saúde mental e performance empresarial, o diferencial está na coerência interna do líder.


“Empresas são reflexo do estado interno de quem lidera. Quando estratégia e propósito caminham juntos, a tomada de decisão se torna mais clara, a execução ganha consistência e o crescimento deixa de ser episódico para se tornar sustentável. A integração das inteligências reduz desgaste invisível e aumenta a longevidade da performance.”

O argumento encontra respaldo em estudos de neurociência aplicada à liderança, que indicam que líderes com maior autoconsciência apresentam melhor capacidade de regulação emocional e decisões mais assertivas sob pressão.

A nova agenda do empresariado

O que se observa é uma transição: da liderança centrada apenas em metas para uma liderança orientada por coerência sistêmica.

Em um ambiente onde a pressão por resultados é constante, frameworks que integram comportamento, estratégia e propósito tendem a ganhar espaço.

A Prime Experience sinaliza essa mudança.

O crescimento do futuro não será apenas sobre vender mais — mas sobre sustentar resultados sem comprometer saúde, cultura organizacional e clareza estratégica.

A pergunta que fica para o mercado é direta:

Na próxima década, vencerá quem tiver mais técnica — ou quem souber integrar todas as inteligências?

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