O que o show do Bad Bunny no Super Bowl ensina sobre posicionamento de marca

O que o show do Bad Bunny no Super Bowl ensina sobre posicionamento de marca

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O Super Bowl não é apenas o maior evento esportivo dos Estados Unidos. É o símbolo do mainstream americano e o espaço publicitário mais caro da televisão mundial. Em 2024, um comercial de 30 segundos custou cerca de US$ 7 milhões. A audiência ultrapassou 120 milhões de espectadores apenas nos Estados Unidos, sem contar a repercussão global nas redes sociais. Esse é o palco.

Quando um artista latino como Bad Bunny ocupa esse espaço e canta majoritariamente em espanhol, como aconteceu no início deste mês, não estamos falando apenas sobre música. É uma questão de poder simbólico e posicionamento.

O show aconteceu em um momento de tensão política e debate intenso sobre imigração e identidade cultural nos Estados Unidos. E as marcas que se tornam relevantes entendem justamente que contextos como esse não são um pano de fundo, mas um ativo estratégico.

Segundo a Edelman Trust Barometer, 64% das pessoas apoiam ou boicotam marcas com base em suas posições sobre temas sociais. Ou seja, o mercado e o consumidor não são neutros. Portanto, a comunicação corporativa também não pode ser.

Empresas que ignoram o cenário em que operam acabam falando sozinhas. Publicam conteúdos tecnicamente corretos, mas culturalmente irrelevantes. E a irrelevância é o verdadeiro oposto do crescimento.

Jornada do herói

Outro ponto decisivo para a viralização do Bad Bunny foi a narrativa pessoal. O artista rompeu padrões de idioma, estética e comportamento. Saiu de Porto Rico para se tornar um dos artistas mais ouvidos do mundo, liderando rankings globais de streaming por anos consecutivos. Histórias como essa ativam um gatilho universal: a identificação.

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A Harvard Business Review já apontou que narrativas pessoais aumentam retenção e conexão emocional muito mais do que dados isolados. O cérebro humano responde melhor a histórias do que a estatísticas puras.

No mundo dos negócios, ainda vemos empresas que comunicam apenas números: crescimento percentual, faturamento, expansão geográfica. Tudo isso importa, mas não ajuda a construir uma torcida. Marcas fortes deixam claro de onde vieram, quais barreiras enfrentaram e qual mudança defendem no mercado.

Sem narrrativa, não há vínculo. E, sem vínculo, não há comunidade.

Símbolos e profundidade do conteúdo

O show de Bad Bunny também foi carregado de símbolos visuais, culturais e políticos. Figurinos, convidados e referências históricas. Tudo isso amplia o alcance. Quando a comunicação tem camadas, o público interpreta, comenta e compartilha o conteúdo em questão.

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A viralização também não veio apenas da audiência ao vivo, mas do debate que surgiu na internet em torno do significado do show. No ambiente digital, isso é crucial. Conteúdo literal informa e conteúdo simbólico engaja. Empresas que querem relevância precisam entender que identidade não é apenas um logotipo e uma paleta de cores. É o conjunto de sinais que comunicam determinada visão de mundo.

Viralizar deve ser uma consequência

Existe uma obsessão perigosa no ambiente corporativo: a busca pela viralização. Mas nem tudo que viraliza ajuda no posicionamento ou nas vendas de uma marca, porque a reputação precede a visibilidade.

De acordo com dados da Nielsen, marcas com forte percepção de propósito crescem até duas vezes mais rápido do que concorrentes sem posicionamento claro. Isso não acontece por acaso. O show do Super Bowl, por exemplo, foi o ápice de uma construção consistente de identidade ao longo de anos.

A construção de marca exige coerência entre discurso, estética, comportamento e posicionamento público. Empresas que tentam viralizar sem essa base apenas geram picos passageiros de atenção — muitas vezes desconectados do negócio.

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Como aplicar isso no seu negócio

A lição para empresas e empresários é a seguinte: o posicionamento não começa na campanha publicitária, mas na clareza daquilo que a empresa representa, dos problemas que ela resolve e das transformações que ela entrega.

Quando identidade, contexto e narrativa se alinham, o mercado responde. Não porque a marca pediu atenção, mas porque ela passou a significar algo.

A pergunta não é se sua empresa pode viralizar. A pergunta é se ela está construindo algo grande o suficiente, que merece ocupar espaço.

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Fonte ==> Você SA

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