A partir desta segunda (2), os bancos brasileiros deverão seguir novas regras de segurança do Pix, estabelecidas pelo Banco Central (BC), a fim de facilitar a recuperação de valores transferidos em situações de golpe, fraude, coerção e falha operacional da instituição financeira em questão.
A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), sistema que rastreia e devolve o dinheiro transferido irregularmente via Pix.
Até então, o BC rastreava apenas a primeira conta a receber valores desviados após um pedido de devolução. Mas os criminosos costumam enviar o dinheiro roubado para diversas contas, a fim de dificultar a devolução dos valores e, claro, facilitar o saque. Com a versão 2.0 do MED, o BC poderá rastrear o dinheiro ao longo de cinco transferências – e recuperar o dinheiro mesmo quando ele já deixou a Conta Laranja nº 1.
Segundo o Banco Central, essa identificação será compartilhada com os participantes envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação.
O órgão federal havia determinado, em outubro, que todos os bancos e instituições financeiras que operam o Pix oferecessem o MED por meio de botão de contestação em seus apps. O MED 2.0 está disponível para uso facultativo desde 23 de novembro de 2025 e se tornou obrigatório nesta segunda (2).
O BC afirmou em nota, quando anunciou a melhoria do mecanismo em agosto do ano passado, que espera aumentar a identificação de contas usadas para fraudes, assim como a devolução de recursos, desincentivando fraudes do gênero.
O Banco alerta, porém, que a ferramenta de contestação só deve ser acionada em caso de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional da instituição financeira. Não vale usá-la se você errou a digitação de uma chave Pix, por exemplo. 😉
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Fonte ==> Você SA