Artesanato se consolida como expressão da identidade cultural do Vale do Ribeira | ASN São Paulo

Artesanato se consolida como expressão da identidade cultural do Vale do Ribeira | ASN São Paulo

William e Dirlei – Toque Caiçara

Inspirada pela natureza do Vale do Ribeira, Maristela Pardini transforma sementes, cascas, conchas e fibras naturais em colares, brincos e pulseiras. As biojoias são comercializadas na Loja do Porto da Ilha Comprida. Com trabalhos de 12 artesãos associados, a loja tem apenas uma exigência: as peças precisam usar materiais da região. “Aqui não vendemos apenas artesanato, a gente vende história. Nossos trabalhos são inspirados na riqueza cultural e ambiental do nosso território”, explica a artesã Carmem de Oliveira, presidente da Associação Criativos da Ilha Comprida.

“O turista valoriza a matéria-prima natural e sustentável. Ele quer saber como cada peça foi feita, como foi inspirada”, conta Maristela, que se mudou de São Paulo para a Ilha Comprida há quatro anos, onde passou a se dedicar exclusivamente ao artesanato. “Os turistas procuram o artesanato para presentear, para levar como lembrança da região. Cada peça ajuda a contar a história sobre o lugar”, completa Carmem.

Loja do Porto – Ilha (Foto: Sebrae-SP)

Na loja Toque Caiçara em Iguape, os sócios William Carini e Dirlei Franco também têm percebido a curiosidade dos consumidores. “As pessoas buscam peças únicas, exclusivas. Muitas querem conhecer a história por trás de cada peça. São turistas que criaram uma conexão com o lugar e querem levar parte dessa história”, revela William. Além dos trabalhos feitos em madeira por Dirlei, a loja comercializa peças de outros quatro artesãos locais.

No Mercado Municipal de Iguape, os produtos da região também fazem sucesso especialmente entre os turistas. “Aos poucos temos visto uma valorização maior do artesanal. Aqui no Mercado, temos produtos de 30 artesãos. São artesanatos que retratam a natureza e os casarios da cidade, além dos produtos como compotas, doces e bebidas feitas com frutas da região que também têm uma boa aceitação não só dos turistas, mas também dos moradores locais”, revela a artesã Marli Yukiko Matsuo Nishidate, que preside a Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape.

Mercado Municipal Iguape (Foto: Sebrae-SP)

“O que diferencia uma peça artesanal é justamente a identidade cultural que ela carrega. O território e os saberes tradicionais quilombolas, indígenas e caiçaras devem servir como inspiração para o artesão local”, reforça Carlos Junior.

O analista também destaca a importância da união dos artesãos em associações, cooperativas e coletivos. “Em um setor formado principalmente por pequenos produtores, a organização coletiva permite transformar iniciativas individuais em uma força econômica estruturada. É um dos caminhos mais eficazes para fortalecer o segmento artesanal e ampliar as oportunidades de comercialização”, observa.

‘Dá Gosto Ser do Ribeira’

Além das prateleiras que reúnem produtos regionais, pontos de venda de artesanato também usam a identificação da marca-território, entre eles o Mercado Municipal e a Loja Toque Caiçara em Iguape e a Loja do Porto e a Loja da Associação Taboa e Arte na Ilha Comprida.

Para conhecer mais sobre o ‘Dá Gosto Ser do Ribeira’ e encontrar locais que comercializam artesanato e outros produtos da região, acesse o site https://dagostoserdoribeira.sebraesp.com.br/.



Fonte ==> Sebrae

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