Campinas é destaque na pesquisa
A cidade de Campinas registra 2.622 micro e pequenas empresas (MPEs) nas atividades ligadas às feiras, número que representa 38,8% de toda a região e conta com quase 130 pontos de feiras livres diurnas e noturnas, mais de 1.200 permissionários e 4.200 pessoas trabalhando em feiras, segundo dados da Prefeitura Municipal.
“A feira livre é uma tradição que vem de geração em geração. A Banca de Pastel da D.Amelia está aqui desde 1978 e, atualmente, o filho e o neto da fundadora tomam conta e eu ajudo a gerenciar as feiras. A feira também é o sustento da nossa casa e acabou se tornando uma tradição não só da nossa família, mas das famílias que trabalham conosco. Temos funcionários que estão conosco há 20, 30 anos, desde adolescentes. Hoje já trabalham aqui pais, filhos, genros, netos, sobrinhos”, afirma Solange Higa Vieira, sobrinha de dona Amélia, fundadora da banca. Ela faz questão de dizer que espera que essa tradição da feira livre não acabe com as novas gerações. “Os avós, pais e mães devem continuar a frequentar as feiras e mostrar para os filhos e netos a importância de valorizar os pequenos comércios locais e as tradições históricas.”
Matheus Araújo é filho da dona da banca de milho e derivados e ajuda a mãe nessa toada há nove anos. “Se minha mãe hoje não puder trabalhar, eu vou estar aqui. É uma tradição que a gente vai levando, vendo os filhos crescerem e trabalhando juntos. É muito importante poder continuar essa história da minha família na feira e eu quero que meus filhos possam continuar também. As feiras livres são muito importantes para nós, é o trabalho na feira que paga nossas contas todos os meses.”
Júlia Pereira é namorada de Matheus e o ajuda no dia a dia. “É muito gostoso criar essa fidelidade com o cliente. Você conversa no dia a dia, dá um conselho, às vezes a pessoa está triste e só de você dar um bom dia ela já muda completamente o dia. É uma relação que vai muito além da venda.” Júlia faz questão de dizer que a feira tem muito a ver com a família e com as lembranças de infância. “Eu lembro de quando ia à feira, comia um pastel, um milho. Acho que existe esse vínculo afetivo, que passa de geração para geração.
“As feiras livres e as noturnas são muito mais do que lugares para fazer compras: é um ponto de encontro entre moradores, famílias, comerciantes e produtores, fortalecendo os vínculos comunitários. As feiras movimentam a economia local, geram empregos e proporcionam uma importante fonte de renda para feirantes, agricultores, produtores, comerciantes, artistas e trabalhadores envolvidos na cadeia de abastecimento. Além do tradicional pastel de feira e outros alimentos preparados para consumo imediato, nesses espaços o campineiro encontra alimentos frescos, como frutas, legumes, verduras e pescados”, finaliza Enrique Lerena, presidente da Serviços Técnicos Gerais (SETEC), autarquia responsável pelas feiras livres e noturnas em Campinas.
Dia do Feirante
No próximo 25 de agosto, é comemorado o Dia do Feirante e essa data é uma homenagem à primeira feira livre que foi realizada no país, em 25 de agosto de 1914, no Largo General Osório, no bairro Santa Efigênia, em São Paulo.
*22 cidades da região de Campinas: Águas de Lindóia, Amparo, Artur Nogueira, Campinas, Conchal, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Paulínia, Pedreira, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.
Fonte ==> Sebrae