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Introdução
No último ano, brasileiros abriram 2,47 milhões de novos processos trabalhistas. Horas extras, verbas rescisórias e adicional de insalubridade são os principais motivos, respondendo por dois terços das disputas. O aumento da judicialização é atribuído à maior estabilidade econômica, que encoraja trabalhadores a buscarem seus direitos.
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- Brasil registrou 2,47 milhões de novos processos trabalhistas no último ano.
- Horas extras são a principal causa, motivando 1 em cada 4 ações.
- Verbas rescisórias e adicional de insalubridade completam o ranking dos temas mais recorrentes.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
No último ano, os brasileiros abriram 2,47 milhões de novos processos na Justiça do Trabalho. E uma em cada quatro dessas ações reivindica o pagamento de horas extras, segundo um levantamento da Predictus, empresa de tecnologia especializada em dados judiciais.
O estudo mapeou as principais causas por trás da litigiosidade trabalhista no Brasil e mostrou que apenas três temas explicam dois terços de todas as disputas iniciadas em 2025: horas extras, verbas rescisórias (que motivam 20% dos processos) e adicional de insalubridade (outros 20%).
“A predominância de questões relacionadas a horas extras sugere que a fiscalização e o cumprimento da jornada de trabalho permanece como um ponto crítico de conflito entre empregadores e empregados”, afirma Hendrik Eichler, fundador da Predictus. “Disputas sobre o correto cálculo e pagamento de direitos [em situações de] rescisão contratual, por sua vez, ganharam mais relevância após a reforma trabalhista de 2017.”
O levantamento também mostrou que as 100 empresas com maior volume de ações no Brasil foram responsáveis por 13,6% de todos os processos trabalhistas em 2025, enquanto outras milhões de companhias aparecem de forma pontual nas estatísticas.
Os especialistas da Predictus observam que o número de novos processos trabalhistas vem aumentando ano após ano desde o fim da pandemia.
Para Eichler, existe uma relação clara entre estabilidade econômica e aumento da judicialização. “Observamos que, à medida que o mercado de trabalho se fortalece e o desemprego recua, os trabalhadores se sentem mais seguros para buscar a Justiça”, afirma o executivo.
Candidato é aprovado em 24 etapas de seleção, mas não é contratado
Fonte ==> Você SA