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Introdução
A sobrecarga e a pressão no início do ano esgotam líderes, afetando diretamente a performance das equipes e a saúde mental no trabalho. Descubra como essa tensão silenciosa compromete a produtividade e o engajamento, e quais estratégias as empresas devem adotar para construir um ambiente mais sustentável e eficaz.
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- 96% dos líderes relatam alto estresse; 33% estão cronicamente esgotados.
- Brasil é destaque global em ansiedade, com 87% dos profissionais sobrecarregados.
- Líderes exaustos centralizam decisões, diminuem a clareza e afetam a autonomia da equipe.
- Sobrecarga deteriora o clima organizacional e reduz a qualidade dos feedbacks.
- Pensamento sistêmico e segurança psicológica são essenciais para gestão sustentável.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O início do ano nas empresas é um período marcado por definição de metas, reestruturações e pressão por resultados. Com tantas demandas e exigências, a sobrecarga emocional e cognitiva é praticamente inevitável. Segundo o levantamento da Harvard Business Review, 96% das lideranças relatam níveis elevados de estresse relacionados ao excesso de trabalho, e 33% afirmam estar cronicamente esgotados.
O que pouca gente parece perceber é que esse tipo de pressão age silenciosamente e afeta de forma direta a performance das equipes, qualidade das decisões e o índice de rotatividade nas empresas.
No Brasil, isso também acontece: uma pesquisa do LinkedIn indica que 87% dos profissionais no país se sentem sobrecarregados diante das mudanças aceleradas no ambiente de trabalho. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde afirmou que o Brasil era o país com mais pessoas ansiosas no mundo. Na época, eram 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população); números que devem ter aumentado sete anos depois.
Isso coloca o Brasil em uma posição de destaque entre os mercados de trabalho mais impactados por essa pressão psicológica. Um quadro de estresse ou de burnout amplia os desafios enfrentados por pessoas em cargos de gestão, que passam a operar sob alta demanda emocional, cognitiva e operacional. Isso reflete diretamente na dinâmica das equipes e na qualidade do trabalho.
Para Pablo Funchal, CEO da Fluxus Educação Corporativa, especializada no desenvolvimento de lideranças, a sobrecarga na função de gestão tem impactos claros na autonomia e no engajamento das equipes. “Quando a pessoa responsável pelo papel gerencial está sobrecarregada, a equipe sente. A clareza diminui, as decisões se acumulam no topo e o time passa a operar com mais insegurança e dependência, o que compromete a performance no médio e longo prazo”, afirma.
Segundo o especialista, quando as demandas do papel de liderança excedem os recursos disponíveis, há um aumento significativo da tensão psicológica, o que compromete o desempenho no trabalho e deteriora o clima organizacional. Na prática, profissionais tendem a centralizar decisões, comunicar expectativas de forma menos clara e reduzir a frequência e a qualidade dos feedbacks, criando ambientes mais reativos e menos colaborativos.
Nesse contexto, abordagens que integram pensamento sistêmico, segurança psicológica e práticas de gestão consciente se tornam muito relevantes para as organizações. Estratégias como alinhamento explícito de expectativas, definição clara de papéis e revisão de prioridades antes da definição de metas contribuem para reduzir a sobrecarga da liderança e criar condições mais sustentáveis de performance.
De acordo com Funchal, esse movimento é essencial para preservar resultados e pessoas. “Cuidar da estrutura de gestão não é um tema individual, mas organizacional. Quando empresas criam condições para que lideranças decidam com clareza, foco e previsibilidade, a performance deixa de ser reativa e passa a ser sustentável”, conclui.
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Fonte ==> Você SA